Saturday, September 29, 2007

DIEZ
Foi díficil deixar Barcelona. Não por o caminho ser díficil ou o trânsito estar complicado, mas porque é sempre díficil deixar um sítio que gostamos sem saber quando lá voltamos de novo. Afinal, e se tudo correr bem, Barcelona está apenas a 8 semanas e poucas horas de mim! O J. antecipou-se e por esta altura deve estar a passear-se pelas Ramblas ou a descansar numa sombra do Parque Güell. Boa viagem amigo!
Devaneios à parte que é preciso terminar primeiro esta nossa volta a Espanha junto à costa. Subimos, junto ao mar, em direcção à fronteira com França porque um dos objectivos era passear na cidade que tem o castelo dos meus sonhos: Carcassonne. Depois de parármos a meio do caminho, para um banho no mediterrâneo, cruzámos a fronteira e poucas horas depois estávamos no ambiente medieval que esta cidade oferece.

Carcassonne - France (2007)
Foi a segunda vez que visitei Carcassonne. Da primeira, era manhã cedo quando entrei no castelo. Algumas lojas estavam ainda a abrir, os empregados dos cafés ainda arrumavam as esplanadas, distribuindo organizadamente as cadeiras e mesas pelas ruas. O movimento de pessoas no castelo era feito mais à custa de quem nele trabalha do que de quem o visita. Lembro-me que foi uma sensação boa. Cruzar a porta principal e ir descobrindo cada rua e cada esquina. Desta vez foi uma descoberta diferente. Era fim de tarde. Hora em que o sol se começa a pôr, as primeiras luzes se acendem e os restaurantes se vão enchendo de turistas ao som da música que paira no ar. E havia festa.

Carcassonne - France (2007)
Decidimos não jantar no castelo e aproveitar para descer à cidade. Havia festa também. Depois de comermos seguímos em direcção a Biarritz onde chegámos já tarde. O J. ainda foi conhecer a noite desta cidade e eu conheci a sensação de dormir num carro de dois lugares, sem puder esticar as pernas e com o travão de mão a lembrar-me constantemente de onde estava. Apesar de tudo, quando o cansaço é muito, o poder dormir em qualquer lado e seja em que condições fôr, parece uma dádiva! Biarritiz é bonito às 7 da manhã.

Biarritz - France (2007)
Passámos ainda em San Sebastian e Salamanca antes de chegar a Portugal. Gosto das duas cidades. Na primeira já tinha estado uma vez e a segunda faz parte dos meus locais preferidos para escapadelas de fins-de-semana.
De todas as vezes que viajo de carro para o estrangeiro, quando volto, é da praxe parar na primeira área de serviço Portuguesa, para um café “FUERTE”! Esta não foi excepção. Depois foi chegar a casa e...descansar das férias. Para o ano há mais!

Wednesday, September 19, 2007

NUEVE
Barcelooooona!
A primeira coisa que fizémos foi encontrar um local para largar as malas e tomar um banho decente para depois partir à descoberta da cidade que seria a nossa casa por 2 dias. O Ibis, a cerca de 20min de Barcelona, foi o primeiro local que encontrámos e foi o escolhido. O estacionamento para o carro é gratuito e mesmo à porta páram autocarros regulares para a praça de Espanha a qualquer hora do dia ou noite. Não havia mais “contas” a fazer! Excepto o pessoal do hotel, a primeira conversa que tivémos com alguém de Barcelona chamava-se Francisco Jose Gimenez (não garanto que o nome esteja bem escrito), tinha 6 ou 7 anos e sofria claramente de hiperactividade! Durante os 10min que esperámos pelo bus, este miúdo conseguiu a proeza de estar sossegado cerca de 3seg. No restante tempo, trepava o poste e tocava com a mão no tecto da paragem do autocarro enquanto gritava “Francisco Jose Gimenez, Francisco Jose Gimenez”.
Quando chegámos à praça de Espanha ficámos espantados com a dimensão da mesma! Optámos por descer a avenida onde encontrámos o restaurante “Ana” sobre o qual só tenho uma coisa a dizer: Peixe ao sal! No fim da avenida, a arte de que gostamos voltou a mostrar das suas.

Barcelona - Spain (2007)

Mais à frente existiam muitos sem-abrigo espalhados pelos bancos de jardim que estavam colocados debaixo de árvores onde se escondiam centenas de ratos. Não pareciam incomodados. Nem com os ratos, nem com a nossa presença. Depois encontrámos o mar. Zona onde estavam os com-abrigo. Liam, cantavam, escreviam, conversavam. Por fim, La Rambla e o seu movimento, intenso a qualquer hora. Para quem sobe a rua, do lado direito, encontra-se a Plaça Reial, conhecida dos roteiros de viagens por possuir candeeiros em forma de árvore, desenhados por Gaudi quando ainda era um jovem arquitecto. Do lado esquerdo da Rambla, o obrigatório mercado La Boqueria (St. Josep) que visitaríamos no dia seguinte.
Barcelona - Spain (2007)

Por ser ainda cedo optámos por dar uma volta naquela que me pareceu a zona de Barcelona mais parecida com o Bairro Alto. Costumo fazer isto. Comparar zonas de cidades onde estive com o Bairro Alto. É mais forte que eu. Em Madrid, o Bairro Chueca. Em Roma, o Campo di Fiori. E em Barcelona, o Bairro Gótico. No entanto, no Bairro Alto Lisboeta, não é usual levarmos com um balde de água às 2 da manhã! Na mesma rua, mais à frente, outro grupo tinha sofrido do mesmo e ria. Rimos também. Eram horas de voltar ao hotel. E voltamos, em menos tempo que o esperado, graças ao senhor maluco que conduzia o autocarro. Voltaríamos a encontrá-lo na noite do dia seguinte. No mesmo autocarro e com a mesma pressa.
Gosto imenso do Ibis. Gosto dos quartos dos Ibis, das pessoas que trabalham nos Ibis, da localização dos Ibis e dos preços. Mas o que eu gosto mesmo muito no Ibis são os pequenos almoços! Às 9h30 estávamos de pé, na sala de pequenos almoços, naquele que seria para mim o melhor dia de todos os dias desta viagem. Depois do trajecto de autocarro até à Praça de Espanha (desta vez sem a alegria do Francisco), seguímos em direcção às Casas de Antoní Gaudí. A primeira delas, a Casa Battló (
www.casabatllo.es/), marca pela cor e fachada ondulante. Está decorada com mosaicos de vidro multicoloridos e placas de porcelana policromada e as varandas são feitas de pedra de Montjuïc que parece ter sido moldada à mão. Esta Casa, juntamente com a Casa Ametller e a Casa Lleó Morera, formam a chamada Ilha da Discórdia pois, apesar de estarem no mesmo quarteirão e apresentarem grande valor arquitectónico, são todas de estilos muito diferentes.


Barcelona - Spain (2007)

Mais à frente, no Passeio de Gràcia, a Casa Milà foi construída entre 1906 e 1910 para a família de igual nome, mas nem ela nem o público ficaram muito impressionados, pelo que foi apelidada de La Pedrera (http://www.lapedreraeducacio.org/flash.htm). Hoje em dia é muitas vezes referida como a maior escultura abstracta do mundo!

Barcelona - Spain (2007)

Deixando temporariamente Gaudí de parte, a Casa Terrades em plena Avenida Diagonal, foi desenhada por Puig i Cadalfach e é também conhecida por casa das pontas devido às agulhas no topo das suas seis torres.

Barcelona - Spain (2007)

Descendo a Diagonal chegamos ao edifício mais famoso de Barcelona, a Sagrada Família (http://www.sagradafamilia.org/cast/index.htm), que originalmente era suposto ser uma igreja modesta... Gaudí atribuiu a cada elemento da Sagrada Família um significado simbólico, deu um papel importante a alguns elementos da natureza, idealizou a construção de 12 torres para representar os 12 apóstolos e as suas 3 portas correspondem às 3 virtudes cristãs: Fé, Esperança e Caridade. A construção da Sagrada Família continua a desenrolar-se nos nossos dias, mais de um século depois do seu ínicio em 1882.


Barcelona - Spain (2007)

Perto, com vista para as torres, encontra-se um Starbucks Coffee. Vale a pena entrar, pedir um pseudo-café e descansar um pouco as pernas enquanto se observa a rua, se comenta o que se viu e o que falta ver e, em silêncio e de olhos fechados, se imagina por breves minutos como será viver na cidade de Gaudí.

Barcelona - Spain (2007)

Mas ainda não estava tudo. Para completar a Tour às obras de Gaudí, apanhámos o metro até ao Parque Güell. À saída do mesmo, esperáva-nos uma longa caminhada ajudada, no fim, por umas intermináveis escadas rolantes. Um viva a Jesse W. Reno e George H. Wheeler pela invenção deste extraordinário aparelho!

Barcelona - Spain (2007)

O Parque é simplesmente extraordinário! Se subirmos até à cruz, vale a pena descansar, outra vez, as pernas, enquanto se olha Barcelona. O prédio que se avista mais perto é ocupado e além dos graffitis que se encontram desenhados nas paredes pode ler-se: Okupa Y Resiste. Foi impossível não recordar, com muita saudade, um prédio ocupado onde estive quando visitei Torino pela primeira vez. Chama-se Askatasuna, liberdade em Basco, como canta a Banda Bassotti em “Un altro giorno d'amore”. Vale a pena ouvir.

Barcelona - Spain (2007)

Depois de passearmos um pouco pelo parque chegámos a um miradouro ao que o J. comenta “parece que estou dentro do filme Residência Espanhola”. E de facto parecia. Muito boa a sensação. A música que se ouvia tornava o ambiente ainda mais extraordinário e pela segunda vez no mesmo dia imaginei-me a viver numa cidade tão completa...que saudável inveja tua P.!

Barcelona - Spain (2007)

Bom, de volta ao metro e de volta à Rambla, primeiro para conhecer o mercado de St. Josep e depois para descer a rua ainda com luz natural. La Rambla é um pouco de tudo e ocupa-nos o tempo todo. Quase não conseguímos respirar para conseguir absorver tudo o que ela partilha connosco. Surpreende-nos a cada minuto e em cada esquina e quando pensamos não ser possível surpreender-nos mais, ela volta a revelar-se. Mais uma e outra vez. Rua de escritores (www.eduardomazo.com), dançarinos e músicos. Rua de tendas de recordações e de cafés/restaurantes. Rua de viajantes-que-ficam e de viajantes-que-passam. Rua de crianças, adolescentes, adultos e idosos. A rua que mais gostei de todas as ruas de todas as cidades em que estive.

Barcelona - Spain (2007)

E em frente...o mar. A azáfama de quem termina um dia de trabalho e a paz de quem se exercita a pé, de bicicleta ou em patins. Os casais de namorados nos bancos de jardim e na relva e os amigos que se sentam em roda a partilharem experiências. Seguímos junto ao mar e acabámos por jantar por ali mesmo, abdicando da visita ao Castelo Montjuïc.

Barcelona - Spain (2007)

À noite voltámos ao ambiente do Bairro Gótico. Sentamo-nos no chão e enquanto bebiamos uma cerveja - comprada ali mesmo na rua a uns senhores que as guardavam debaixo de tampões que existiam no passeio - iamos conversando, como costumamos fazer no nosso Bairro Alto, o verdadeiro.
Barcelona és um mundo e “no hace falta cambiarte nada” como canta Julieta Venegas em Limón y Sal (
http://www.youtube.com/watch?v=RC_1JjBGKkE)! Ficou a faltar o Castelo Montjuïc, o parque La Ciutatella, o museu de Miró e as obras de Picasso...pelo menos! Como se isso fosse necessário para lá querer voltar. Mais uma e outra vez.

Saturday, September 15, 2007

OCHO
Valência é muito grande. E para quem chega de madrugada e ainda procura um local para dormir, maior parece. Parques de campismo nem vê-los, embora se visse uma ou outra indicação de vez em quando mas não garanto que não fosse uma ilusão semelhante às miragens no deserto. Numa primeira tentativa estacionámos o carro para tentar dormir assim mesmo, mas não nos pareceu a melhor solução. À segunda lá demos com a praia! Existia ainda muita gente nas ruas. Pessoas que entravam e saiam de discotecas. Outras que conversavam junto à areia. Com os sacos-cama debaixo dos braços lá escolhemos O-Local-Perfeito para passar o pouco da noite que restava. Lembro-me de ter pensado que não iria conseguir adormecer ali e de ter acordado uma hora depois com o barulho do tractor que alisava a areia. Roguei algumas pragas mas voltei a adormecer mais uma hora. Depois passou o senhor encarregue do lixo. Mais pragas. E depois era dia. Decididamente já não havia condições. Depois do banho do J. nos chuveiros da praia e do pequeno almoço num café daquele que me pareceu o bairro mais pobre de Valência, fomos até ao centro.
Valência - Spain (2007)

Parámos no ponto de turismo para pedir um mapa daquela que é a terceira maior cidade espanhola e lá fomos caminhando pelas ruas em busca de tudo o que nos alimentasse, desta vez, a alma. E sem dúvida que não passamos fome: Valência é extraordinária.

Valência - Spain (2007)

Como palco da America’s Cup era obrigatório conhecer também essa parte da cidade. Mais moderna e voltada para o mar.

Valência - Spain (2007)

À saída, Valência despediu-se com arte. Daquela que gostamos.

Valência - Spain (2007)

Esperava-nos um percurso de cerca de 3h30 até Barcelona, mas por ser cedo decidimos parar em alguma localidade para um café. O nome Port Aventura não nos soava estranho e pareceu uma boa ideia sair da autoestrada nesta altura. A saída dá imediatamente acesso às bilheteiras para Port Aventura e afinal, o nome não nos soava estranho, por ser um dos maiores parques temáticos de Espanha (http://www.portaventura.es/). Continuámos, agora pela nacional, até à localidade mais próxima: Tarragona. A primeira sensação foi de uma cidade muito industrializada e sem grande interesse, mas à medida que ficávamos mais perto do centro histórico tudo à volta nos ia cativando. Afinal, Tarragona é destino de muitos turistas pela sua tradição histórica, artística e pelas suas praias.

Tarragona - Spain (2007)

Penso que não chegámos a beber o tal café e optámos antes por dar voltas de carro pela cidade como tentativa de absorver tudo o que conseguíssemos. Os meus óculos também gostaram tanto deste local que, sem se despedirem, decidiram ficar por lá a morar o resto da vida.

Tarragona - Spain (2007)

Tarragona é a cerca de 100km de Barcelona, duas cidades às quais faço questão de voltar para dizer mais do que um Hola!

Monday, September 10, 2007

SIETE
Desta vez seguíamos em direcção a Almeria quando se começavam a notar, espalhadas pelos montes e junto à estrada, muitas tendas brancas com formato rectangular e poucos metros de altura. Eram estufas. Centenas de estufas. Mais uma vez em grande, como Espanha já nos tinha habituado...
Almeria - Spain (2007)
A chegada a Almeria não foi fácil. Minto. A chegada foi fácil, estacionar o carro é que foi a carga dos trabalhos! Só mesmo a pagar, no parque subterrâneo junto à igreja, que mesmo assim parecia completo! Perto existia um café onde trabalhava uma rapariga de Barcelona que tinha estado em Lisboa e no Porto uns dias antes. Tinha gostado. Mais de Lisboa e menos do Porto. Despediu-se com um “Obrigado”. Retribuímos com “Gracias” e partimos à descoberta da cidade. O bairro La Chanca é habitado por famílias de ciganos e pescadores. Algumas delas vivem em grutas de fachada colorida e com interiores modernos. No alto deste bairro encontramos a Alcazaba, local ideial para uma vista panorâmica da cidade e do porto.
Almeria - Spain (2007)

A cidade, não sendo bonita, é encantadora!

Almeria - Spain (2007)
Mas eram horas de seguir em frente, por entre montanhas e deserto, paisagens com palmeiras no meio de dunas e um cemitério no meio do nada. O sol começava a pôr-se por trás das montanhas que se viam ao longe enquanto nós passávamos ao lado do Parque Natural de Cabo de Gata.
Murcia - Spain (2007)

Quando chegámos a Murcia foi (outra vez...) uma confusão para estacionar o carro. Depois seguiu-se a confusão para conseguir encontrar um local aberto para jantar. Não era tarde, mas esta cidade parece ir dormir mais cedo que as restantes cidades espanholas. Salvou-nos a Telepizza - onde comprámos o jantar - e os bancos de um jardim perto - onde matámos a fome.
Murcia não nos cativou por isso não foi díficil partir rumo a Benidorm. Primeiras observações: Muitas habitações turísticas, muitas pessoas na rua, muitos sítios abertos e muito lugar para estacionar junto à praia!
Um defeito: Já não serviam café aquela hora.
Uma curiosidade: Sabem onde existem gelados bons? Daqueles mesmo mesmo bons? Itália! Compensei a falta de café com um gelado e em Benidorm senti-me em Itália, onde existem gelados mesmo bons!
Moral da história: O gelado é um bom substituto de muita coisa!

Benidorm - Spain (2007)

Do pontão viamos a lua, ouviamos a alegria de quem tomava banho na praia às 2 da manhã e sentiamo-nos com coragem para conduzir até Valência, pela Nacional! Atravessámos uma zona de parques de campismo e outra de discotecas. Mais à frente uma de Moteis (do lado direito da estrada) e casas de meninas (do lado esquerdo). Nem uma geladaria nesta zona!
Eram 5h30 quando chegámos a Valência.

Monday, September 3, 2007

SEIS
A ideia de passar em Granada estava inevitavelmente relacionada com Alhambra e a sua nomeação para uma das 7 maravilhas. A primeira opção era encontrar um local para dormir junto a Alhambra, mas além do parque reservado a caravanas, pago e sem condições, nada mais existia. Foi-nos indicado um parque de campismo na Serra Nevada, sugestão que aceitámos de imediato! Ditou o acaso que estaria eu a conduzir quando iniciámos esse trajecto. A primeira indicação para um parque de campismo aconteceu logo no início da subida e dizia “300m”. Mas 300 metros mais tarde não encontrámos saída nenhuma. Encontrámos sim, uma placa que se referia à altitude: “1000m”. As minhas mãos começavam neste momento a transpirar enquanto a temperatura lá fora ia descendo. Mais adiante nova indicação de camping. Saímos da estrada principal mas nem parque, nem luzes, nem indicações! A sensação de altitude elevada deixa-me nervosa. A de não conhecer o que me rodeia faz-me confusão. Estas duas últimas e o facto de ir a conduzir...enfim...na impossibilidade de mudar o resto, mudámos o condutor! Deu sorte. Encontrámos o “El Purche”. Enquanto o J. se preparava para montar a tenda à porta do camping, uma luz acendeu-se e foi-nos autorizada a entrada no mesmo. Acordámos poucas horas mais tarde. Mais perto do Céu.
.........................................Sierra Nevada - Spain (2007)Alhambra estava mais abaixo à nossa espera. As filas que encontrámos revelaram-se pouco morosas mas a indicação de 16h30 no bilhete para poder visitar o palácio era demais para quem queria chegar a Valência ainda nesse dia, já contando com todas as paragens não programadas que iriam concerteza existir. Ficamo-nos pelo deslumbramento dos jardins e contornos do palácio.
..............................................Alhambra - Spain (2007)

Na breve passagem por Granada da noite anterior tinhamos visto vários graffitis. Como apreciadores que somos era obrigatório vê-los de novo, de dia e “trazê-los connosco para casa”. Fiquei surpreendida com a dimensão que tinham e questionei-me se seria possível encontrar graffitis com aquelas dimensões em alguma cidade Europeia. As minhas dúvidas ficaram desfeitas quando o G. voltou de Berlin e me mostrou o que ele “tinha trazido para casa”...

..........................................Granada - Spain (2007)Era tempo de deixar Granada, os seus graffitis, a sua serra, a sua maravilha e voltar à estrada.